Marido ou Mulher que trai pode ter que pagar indenização ao outro

Em um interessante caso julgado no ano passado pelo Superior Tribunal de Justiça (REsp 922.462-SP), ficou decidido que a ex-mulher deve indenizar o seu ex-marido por danos morais, em razão de tê-lo traído com um amigo próximo e de ter omitido, durante vários anos, que o filho do casal era, na verdade, oriundo da relação extraconjugal.
Na hipótese, o marido traído tentou também responsabilizar o amante, para reparação dos danos. Todavia, o Tribunal entendeu que “o dever de fidelidade recíproca dos cônjuges é atributo básico do casamento e não se estende ao cúmplice de traição a quem não pode ser imputado o fracasso da sociedade conjugal por falta de previsão legal”.
Em outras palavras, o Tribunal considerou que o amante (cúmplice da traição) não é obrigado a zelar pela incolumidade do casamento alheio, de modo que não precisa arcar com qualquer reparação.
Além disso, o ex-marido requereu a devolução dos valores pagos para o sustento, lazer e educação do filho, já que na verdade não era seu (dano material), pedido este negado pelo referido Tribunal, sob o fundamento de que se estabeleceu, durante a convivência entre eles, vínculo de afeto, configurando-se, assim, a paternidade socioafetiva, que não pode ser desprezada para o fim de restituição dos valores pagos.  Não bastasse, o Tribunal considerou ainda que “os alimentos pagos ao menor para prover as condições de sua subsistência são irrepetíveis”, ou seja, não restituíveis.
Dessa forma, o único pedido acolhido pelo Tribunal foi o de condenação da ex-esposa ao pagamento ao ex-marido de indenização a título de danos morais, no montante de R$200.000,00 (duzentos mil reais).
Cumpre esclarecer que a condenação decorreu do fato de a traição ter ocorrido com um amigo próximo do casal à época, além de ter resultado em um filho, que por um período foi considerado como se fosse do ex-marido, sendo estes verdadeiros agravantes da mera traição. Do que se conclui que nem sempre será devida indenização por danos morais no caso de traição, devendo sempre ser consideradas as peculiaridades do caso concreto, a fim de se avaliar a real gravidade do fato e se houve ou não violação da honra do cônjuge traído.
Fonte original: Folha Vitória

Tudo que você precisa saber sobre INSALUBRIDADE E PERICULOSIDADE

Parecidos, porém diferentes, os nomes Insalubridade e a Periculosidades tendem a confundir a cabeça da gente. Muitos profissionais acabam se confundindo na hora de reivindicar os seus direitos.

Essa postagem tem como objetivo tirar qualquer duvida sobre os termos INSALUBRIDADE E PERICULOSIDADE

Primeiro conheceremos um pouco sobre definições que tem relação com insalubridade e periculosidade:

Salubre - Definição dicionário Aurélio: Saudável; higiênico; sadio.
Insalubre - Definição dicionário Aurélio: Doentio; não salubre.
Periculoso - Tem a ver com o perigo.
Insalubridade: Tem a ver com um ambiente nocivo, que faz mal a saúde, ou que pode fazer mal a saúde.
Periculosidade: Deriva de perigo. O termo aplicado ao trabalho seria algo do tipo “ambiente de trabalho perigoso”.

Busca e apreensão de veículo financiado


Deixei de pagar algumas prestações do financiamento do meu carro. O que pode acontecer? Devo esconder o veículo para tentar fugir da “busca e apreensão”?

Em contratos de financiamento, o próprio bem, objeto do contrato, fica como garantia para o caso de não ser cumprido o pagamento integral das parcelas. Na verdade, quem possui um bem financiado, na verdade, não tem a propriedade deste bem até que estejam quitadas todas as parcelas. O devedor tem apenas o que chamamos deposse direta. É o credor (instituição financeira que fez o empréstimo para o financiamento) quem possui a propriedade do bem, neste caso, chamada depropriedade fiduciária.


Dessa forma, em caso de inadimplemento (não pagamento) de uma ou mais parcelas, o credor pode optar por retomar o bem judicialmente. E é aqui que entra a famosa figura da “busca e apreensão”, da qual todos já ouviram falar.


Antes de ajuizar a ação cautelar de busca e apreensão, o credor deve necessariamente comprovar a mora do devedor, de acordo com a Súmula nº 72 do STJ (“A comprovação da mora é imprescindível à busca e apreensão do bem alienado fiduciariamente”). Esta comprovação se faz por meio de carta registrada expedida pelo Cartório de Títulos e Documentos ou pelo protesto do título, a critério do credor (artigo, § 2º, do Decreto-lei nº 911/1969). Em ambas as hipóteses, o devedor irá receber, em seu endereço, uma correspondência informando-o sobre as prestações em atraso e as possíveis consequências jurídicas disso.


STJ autoriza prazo de validade para crédito de celular pré-pago

O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Félix Fischer, suspendeu decisão tomada pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) que proibia a fixação de prazo de validade para créditos de telefones celulares pré-pagos em todo o país. pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

A Justiça Federal decidiu em agosto de 2013, após pedido do Ministério Público Federal, que os créditos não poderiam expirar após determinado tempo sem uso, e as decisões foram mantidas. O TRF-1 tinha decidido, inclusive, que os créditos expirados fossem reativados em 30 dias.

Ao analisar um recurso apresentado pela Anatel para a suspensão da decisão, o ministro Félix Fischer destacou que é legítima a resolução da Anatel que disciplina o tema. Para ele, poderia haver prejuízo tanto para empresas quanto para consumidores.

"A manutenção do ato decisório ora combatido ocasionará lesão à ordem e à economia pública. [...] Altera aspectos técnicos específicos que foram previstos para proteger com maior eficácia a integridade das relações atinentes à prestação dos serviços de telefonia", justificou.

Ao STJ, a Anatel argumentou que o número de usuários de telefones pré-pagos no país corresponde a 80% da base de 265 milhões de telefones móveis e destacou que o modelo de prazo de validade dos créditos "está alinhado com os modelos adotados em diversos países".

"Tarefa de advogado criminalista é árdua e mal compreendida."

Em certa ocasião, o célebre jurista Waldir Troncoso Perez, considerado o "Príncipe dos Advogados", disse que, em tempos passados, o advogado criminalista enfrentava inúmeras dificuldades para exercer sua profissão com dignidade e respeito; mas, que, hoje, essas dificuldades são assustadoramente maiores ainda. Não há como não ratificar esse pensamento, já que o advogado criminalista enfrenta ainda a pior das dificuldades, que é o preconceito da sociedade e, mais grave ainda, a reprovação de seus próprios colegas e das Entidades que, em princípio, deveriam defender suas prerrogativas.
É comum se ouvir, entre a população, que o advogado criminalista "defende bandido" e o coloca em liberdade. Evidentemente, um viés de opinião, já que o advogado criminalista, ao exercer suas prerrogativas de defensor e listar, entre seus clientes, pessoas que cometeram crimes graves, assassinos, seqüestradores e traficantes. Mas, mesmo sendo um réu confesso, a pessoa tem, garantido pela constituição, o direito à defesa. E, para que esse direito seja exercido, é preciso a presença de um advogado.